ALPEDRINHA - Castanhas da Gardunha

quarta-feira, junho 21, 2006

O GATO É BRAVO!!


Em Alpedrinha anda por lá um «gato» muito bravo e com um nome muito ordinário, pior que um vira latas do terceiro mundo, bom no terceiro mundo existe muito frisado!! Verifico que uma determinada rapaziada acarinha o «gato», nem sei se estão vacinados contra a arranhadela! Mas o «gato» sabe lançar as uiscas e a ninhada come alegremente e retribui com «miadelas» gentis. Ao ler o blog chego à conclusão que o «gato» e o grupinho são daltónicos, não podem com a cor lilás. Esquecem que estão fazendo dos alpetrinienses mazoquistas, pois eles votaram em maioria na cor e nas infra-estruturas feitas e a fazer (mesmo que levem muitos anos), na cultura, no rancho, nas flores, no alcatrão, nos paralelos, seu «gato» lá por ter razão nalguns pontos, leve a crítica no bom caminho, talvez consiga mudar de cor.

domingo, junho 11, 2006

POLÍTICOS DA MINHA TERRA!!

Desculpem que vos diga: no presente não existe um de vós que tenha carisma. Existiram no passado presente alguns que se lhe podia tirar o chapéu: Álvaro Cunhal, Mário Soares, Sá Carneiro, num plano ainda bom: António Arnout, Salgado Zenha, Adelino Amaro da Costa, Freitas do Amaral, Melo Antunes e porventura haverá outros que no momento não recordo. Quero com isto dizer que nenhum conseguiu unir as pessoas em torno de algo, pelo contrário, conseguem dividir e afastar mais o pessoal, impõem leis sem primeiro mentalizar os cidadãos que desta maneira ou daquela seria melhor. Em quase todas as medidas de fundo dá a impressão que se está a trabalhar a 50 cento para o Estado e 50 por cento para o privado, que coisa é esta?...
Hoje fiquei mais uma vez rendido, vou tomar a biquita, para qualquer lado que olhasse, lá estavam as bandeiras de Portugal e de Angola. Pensei logo no Sr. Scolari que consegue mobilizar o pessoal, a SIC mobilizou as mulheres para a melhor bandeira, e com a ajuda do Prof. Marcelo abro aqui um parêntesis (é de facto especialista em quase tudo, tirando o de deitar abaixo tudo que não seja do PSD, já ouvi que é um excelente professor, comentador político, eu cá nunca falho em ouvi-lo, comentador desportivo, comentador de boa prosa, poesia, fotografia e BD, já não falando nas merecidas notas ao trabalho dos outros, farta-se de ver trabalhos, vi-o muitas vezes na missa quando fazia comentários na TVI, só me falta vê-lo na RTP no programa «Fé dos Homens» e se calhar ainda fazia calar o Padre Carreira das Neves, é um bom nadador, conclusão o professor é mesmo bom). Mesmo assim, por melhor que seja não consegue bater o partido da bola, a partir de agora vou chamar-lhe a Bola Democrática, não foge ao ritmo dos partidos que têm governado este país. Ela é democrática, só chateia durante dois anos, depois muda de cor para o Europeu durante dois anos, torna a virar para o Mundial, não é ditadora e apesar de levar pontapés até se começa a gostar, porque as medidas que tomaram são agradáveis principalmente aceitáveis para quase toda a gente, todos concordamos que estava a tornar-se impossível, aquela luta de pontapés para a esquerda, para a direita e no centro era a dor mais terrível, as punições às rasteiras, cotoveladas, empatas a jogar, ao jogo sujo, foram reformas boas, upa, upa. O futebol é jogado para o público nada para o privado, falando em privado coisa que não acontece no blog, o privado que se agarre ao «taco», até no jogo deles o golfe, o instrumento tinha que ter o nome de «dinheiro, guito, taco», para enfiar a bola no buraco feito na relva, esta malvada que vai consumir água como o «ouriço», coitado do Alqueva, vai ser rasgado pelas motas de água, um pouco de óleo, um pouco de gasóleo e o trigo sai temperado ainda em espiga, não venham os ecologistas a dizer que o trigo está manipulado, eu cá para evitar estas bocas não semeava nada.
Mas afinal já fiz mistura de temas, está a decorrer o «congresso mundial da bola» na Alemanha, o nosso «Partido da Bola Democrática» PBD está em grande, cá em casa existe alegria mesmo sem saber o resultado com Angola. Daqui a dois anos haverá outra cor, a diferença da do Europeu 2004 não se nota quase nadinha, ou ando a ver mal?

terça-feira, junho 06, 2006

TIMOR

O Jornal «Público» relata os mortos do dia, os edifícios que destruíram ou incendiaram, isto é, deve ser a mesma coisa em todos os jornais. Para se ter mais coragem criaram um blog onde se coloca a verdade, que custa a crer ser verdadeira, no entanto, as fotos não enganam e espero que alguém leia esta notícia, não quero deixar de contribuir na divulgação do que um grande país a Austrália, consegue fazer a um pobre país, mais que martirizado pela Indonésia, agora que cheira a petróleo, e o petróleo incendeia. Não tenho argumentos para comentar tanto interesse, confesso que copiei do blog do «Público» o que se segue:


Reinado, as belas montanhas de Maubisse e os soldados australianos

Alfredo Reinado, ex-major e ex-comandante da Componente Naval das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), abandonou as forças armadas a 4 de Maio, acompanhado de mais 15 efectivos da Polícia Militar, na sequência crise em Timor-Leste que começou com o protesto de cerca de 600 militares que denunciaram discriminação étnica no seio das forças armadas.Desde essa altura, Reinado e os seus homens já participaram em diversos confrontos que causaram vários mortos. Reinado, um dos líderes revoltosos que está a colocar em causa o Estado de direito do país, tem dado conferências de imprensa e entrevistas quase todos os dias. Hoje, em mais uma série de entrevistas, assumiu-se como o comandante de todas as forças militares timorenses nas montanhas e, entre outras coisas, afirma que não sairá das montanhas enquanto o primeiro-ministro Mari Alkatiri não se demitir.
Toda a gente sabe onde Reinado se encontra “aquartelado”: o revoltoso ocupou a pousada Maubisse (ver mapa), um antigo edifício colonial português, entretanto restaurado. Uma espécie de paraíso nas montanhas timorenses a cerca de 70 quilómetros de Díli. Ontem, Reinado deu-se ao luxo de posar para as câmaras dos repórteres fotográficos, com a bela vegetação das montanhas como cenário, numa foto igual as que habitualmente os turistas tiram durante as suas férias. Mas as fotos mais extraordinárias são as em que se vê Reinado com dois soldados australianos por perto.
E aqui é que surgem todas as dúvidas. Se este homem é uma ameaça ao Estado timorense e líder de uma revolta armada que já causou a morte de pessoas porque é que ninguém o prende e julga? O que estão a fazer militares australianos no “aquartalemento” do revoltoso? Os australianos estão em Timor para apoiar o Estado ou a revolta? Alguém me sabe responder a tudo isto?

Luciano Alvarez