Professor MÁRIO MESQUITA DE ALMEIDA
Quem não fica contente, por vermos uma fotografia de um conterrâneo, publicada no "Jornal do Fundão", juntamente tratando de assuntos importantes, pelo menos, tal é a minha convicção que sobre os assuntos eu no dia 3 de Julho me referi a eles. Agora aqui fica a carta publicada no jornal:«Meu caro Director:
Com os meus cumprimentos, venho, através desta, manifestar minha solidariedade e apoio às soluções tomadas pela direcção do "Jornal do Fundão", em relação às medidas do nosso Governo, tão descabidas e prejudiciais aos portugueses residentes no estrangeiro, como o encerramento dos vice-consulados, na maioria honorários, isto é, sem ónus para o governo, mas que representavam um "cantinho" do nosso Portugal e mantinham a chama viva da nossa pátria nas cidades onde sempre tremulava o Pavilhão Nacional de Portugal. Tudo isto realizado por abnegados portugueses que, no caso de Petrópolis somos actualmente 2000, que já foram 4500 até 1960. Nesta época, parou a emigração para o Brasil. Agora, fomos surpreendidos pelo infeliz decreto da redução do Porte-Pago para jornais, revistas, etc. que altera, em muito, os custos das editoras para fazer chegar publicações e noticiários aos residentes no estrangeiro.
Se para os homens do Governo estas atitudes não representam nada, para os cidadãos portugueses no estrangeiro a imprensa é que faz o elo de ligação entre as comunidades, sobretudo no que diz respeito às notícias da região, das aldeias e aos artigos e crónicas (...).
Enquanto isso... venha o "Jornal do Fundão".
Abraços do
Mário Mesquita de Almeida»
Com os meus cumprimentos, venho, através desta, manifestar minha solidariedade e apoio às soluções tomadas pela direcção do "Jornal do Fundão", em relação às medidas do nosso Governo, tão descabidas e prejudiciais aos portugueses residentes no estrangeiro, como o encerramento dos vice-consulados, na maioria honorários, isto é, sem ónus para o governo, mas que representavam um "cantinho" do nosso Portugal e mantinham a chama viva da nossa pátria nas cidades onde sempre tremulava o Pavilhão Nacional de Portugal. Tudo isto realizado por abnegados portugueses que, no caso de Petrópolis somos actualmente 2000, que já foram 4500 até 1960. Nesta época, parou a emigração para o Brasil. Agora, fomos surpreendidos pelo infeliz decreto da redução do Porte-Pago para jornais, revistas, etc. que altera, em muito, os custos das editoras para fazer chegar publicações e noticiários aos residentes no estrangeiro.
Se para os homens do Governo estas atitudes não representam nada, para os cidadãos portugueses no estrangeiro a imprensa é que faz o elo de ligação entre as comunidades, sobretudo no que diz respeito às notícias da região, das aldeias e aos artigos e crónicas (...).
Enquanto isso... venha o "Jornal do Fundão".
Abraços do
Mário Mesquita de Almeida»

