ALPEDRINHA - Castanhas da Gardunha

quarta-feira, outubro 24, 2007

Professor MÁRIO MESQUITA DE ALMEIDA

Quem não fica contente, por vermos uma fotografia de um conterrâneo, publicada no "Jornal do Fundão", juntamente tratando de assuntos importantes, pelo menos, tal é a minha convicção que sobre os assuntos eu no dia 3 de Julho me referi a eles. Agora aqui fica a carta publicada no jornal:


«Meu caro Director:
Com os meus cumprimentos, venho, através desta, manifestar minha solidariedade e apoio às soluções tomadas pela direcção do "Jornal do Fundão", em relação às medidas do nosso Governo, tão descabidas e prejudiciais aos portugueses residentes no estrangeiro, como o encerramento dos vice-consulados, na maioria honorários, isto é, sem ónus para o governo, mas que representavam um "cantinho" do nosso Portugal e mantinham a chama viva da nossa pátria nas cidades onde sempre tremulava o Pavilhão Nacional de Portugal. Tudo isto realizado por abnegados portugueses que, no caso de Petrópolis somos actualmente 2000, que já foram 4500 até 1960. Nesta época, parou a emigração para o Brasil. Agora, fomos surpreendidos pelo infeliz decreto da redução do Porte-Pago para jornais, revistas, etc. que altera, em muito, os custos das editoras para fazer chegar publicações e noticiários aos residentes no estrangeiro.
Se para os homens do Governo estas atitudes não representam nada, para os cidadãos portugueses no estrangeiro a imprensa é que faz o elo de ligação entre as comunidades, sobretudo no que diz respeito às notícias da região, das aldeias e aos artigos e crónicas (...).
Enquanto isso... venha o "Jornal do Fundão".
Abraços do
Mário Mesquita de Almeida»

domingo, outubro 21, 2007

E PARA A SERRA DA GARDUNHA ?

Esta postagem ficou retida por burrice minha, apesar de ser tardia, talvez no próximo ano desperte alguma consciência.

«Conservação

Seis mil pequenos carvalhos voam hoje de helicóptero para reflorestar Serra da Estrela

20.10.2007 - 13h50 Lusa


Com a ajuda da Força Aérea, a Associação Amigos da Serra da Estrela (ASE) espera hoje plantar cinco a seis mil carvalhos no âmbito de uma campanha de reflorestação da montanha mais alta de Portugal.
Devido à irregularidade, a Força Aérea disponibiliza hoje um helicóptero (tal como aconteceu num dos dias do primeiro ano da campanha) que irá transportar as pequenas árvores para os diferentes locais de plantação. Às 09h30 cerca de 200 voluntários partiram a pé em cinco grupos para percorrerem outras tantas rotas junto ao Vale Glaciar do Zêzere. Para plantar os carvalhos vão usar enxadas, que vão ser divididas por todas as pessoas do grupo. Garantem que depois da acção vão acompanhar o crescimento das árvores. A operação deverá decorrer até às 16h00. A associação espera que, pelo menos, metade dos seis mil carvalhos consiga crescer. "Essa é a nossa previsão, mas a natureza é que manda", disse José Maria Saraiva. "Este ano conseguimos mais patrocínios, com dimensão nacional, o que vai permitir que a campanha cresça e vamos com certeza ultrapassar a meta de um milhão", refere José Maria Saraiva, director da ASE. Depois da acção de hoje com o apoio da Força Aérea, a campanha de reflorestação "Um milhão de carvalhos para a Serra da Estrela" continua nas próximas semanas com visitas de escolas, com a plantação entregue aos mais novos. Desde que arrancou, em 2006, a iniciativa já plantou e semeou 50 mil árvores, sobretudo carvalho e vidoeiro. A ideia nasceu depois dos incêndios florestais que devastaram o vale glaciar do Parque Natural da Serra da Estrela, em 2005, agravando a erosão. No Inverno seguinte, com a chegada das chuvas, desabamentos de terras chegaram a fechar a única estrada que atravessa o vale. No último ano, a iniciativa envolveu sobretudo grupos voluntários (de escolas, associações ou entidades ligadas ao ambiente) que ao longo do ano visitaram a serra para plantar e semear novas árvores. A campanha visa reflorestar zonas de terreno entre os 1400 e 1600 metros.»

In «Público»

terça-feira, outubro 09, 2007

TOMADA DE POSSE NA VIGARARIA DE ALPEDRINHA

No dia 16 de Setembro tomou posse como pároco de Alpedrinha o padre Paulo Figueiró vindo do Seminário do Fundão.
Juntamente com o diácono João vão espalhar a Boa Nova em oito freguesias (com a falta de vocações é o que dá, qualquer dia é à dúzia). Não restam dúvidas que é um rebanho muito disperso, para atenuar o facto de serem oito é o aproveitamento de ambos terem pouca idade, ainda podem fazer corridas de velocidade...

A Igreja Matriz estava cheia. O Evangelho continha três parábolas que vieram a jeito. Viu-se que era espirituoso nos apartes. Os dois colegas com pequenas coisas, quase o faziam chorar, apenas uma T-shirt com o itinerário desenhado das 8 freguesias e uma placa.
Antes de demais desejo-lhes boa sorte tanto ao padre Paulo como ao diácono João, como a tomada de posse foi no dia seguinte à Santa Luzia que ela os ilumine nas novas missões.
Com certeza que terão muitas dificuldades em escolher de entre os que querem «ajudar» que Deus os ajude nesse calvário (existem hábitos difíceis de eliminar). Faço votos que saibam lidar com as famílias que "ajudam" pois são várias, uns no cântico, outros na leitura, outros a ajudar na missa e nas cerimónias, uns com mais representação na Matriz outros na Misericórdia. Vendo bem, o tempo será pouco para estar em Alpedrinha só se andarem de helicóptero, ou fogem de tanta gente a querer "ajudar" ou colocam os pontos nos iiiiiii.
Porque de ajuda sempre precisarão, de atropelos é que não, boa sorte é o que desejo a ambos.

SR. PADRE MANUEL IGREJA


foto extraída
do blogue:
"Princesa da Gardunha"


Isto de computadores, nem vale a pena adjectivá-los, senão teria que ir confessar-me.
Só agora tive possibilidades de lhe dirigir as seguintes palavras:
Como pessoa, posso afirmar que o senhor é um exemplo de um Bom Homem. Já teve mazelas corporais suficientes, não posso afirmar se o sofrimento era de penitência, eu não acredito, é mais provável aplicar-se aquele ditado: «que aos bons tudo acontece». É com bastante mágoa que o vejo partir de Alpedrinha.
Conheci-o em dotes culinários, fez um arroz para os amigos que era uma maravilha, a receita foi divulgada já há alguns anos.
Na escola primária do Monte da Touca, quis implementar o Pai Nosso rezado com as mãos dadas, mas não vingou.
Como sacerdote, do conhecimento que tenho pelo que ouvi nas homilias, posso afirmar: sempre fez o trabalho de casa. Nunca celebrou uma missa sem os apontamentos nos seus A4. É um bom Evangelizador. Espero que à sua volta não pululem tantos seres, mas que tenha sorte (um homem tem o seu calvário, mas que não seja perpétuo! - é o meu desejo).
Boa sorte com a divulgação da Boa Nova nos novos «Rebanhos».