ALPEDRINHA - Castanhas da Gardunha

terça-feira, outubro 20, 2009

VAMOS SALVAR A NOSSA ÁGUA ?


Caros amigos,

Em tempos a nossa água era uma delícia e o ar que se respirava também não ficava atrás, hoje apesar de não termos indústria que prejudique, isto é, não temos poluição, infelizmente significa que não se tem como ganhar o pão e felizmente não damos cabo do ar que respiramos, mas morrer com saúde é muito chato...
Mas a nossa água é um crime saber que de vez em quando está imprópria para consumo, são vários conterrâneos a lamentarem e a declararem o gosto que ela tem, e a pouca que existe é necessário rateá-la. Não vou contar o que toda a gente sabe, haverá alguma gente, que não sabe como estava ou está a qualidade da água...
Temos motivos para acalentar a esperança de algo se fazer em Alpedrinha. Pois como a cor política está conforme, podemos ter sonhos que se podem concretizar.
Embora estejamos em plena crise, temos que preservar a nossa saúde e daí precisamos salvar a nossa água, desde um bom encaminhamento da nascente até ao depósito arranjado ou um novo até um saneamento condigno, pois os tubos de lusalite não é aconselhável à saúde, sabe-se que tem matérias cancerígenas.
Ora o saneamento vai em cerca de 60 anos de idade, mais coisa menos coisa. A obra fica enterrada mas se a nova Junta de Freguesia conseguir isso os votos ficam na ponta da esferográfica, e tanto a qualidade e quantidade da água melhoram em todos os campos, não haverá infiltrações nem desperdícios com canos rotos, a água deixará de ter gostos esquisitos. Com esta obra apesar de se abrir as ruas também se ganha no nivelamento das mesmas.
E se a Junta não conseguir, haverá dois acontecimentos que bem podem ajudar: 1.º o nosso Anjo da Guarda bem podia contribuir para ajudar a melhorar o nosso precioso líquido; 2.º a
Festa dos Chocalhos deverá dar alguma verba à Junta e se não chegar cria-se a "Festa da Água" ou lá o que seja. Mas estou convencido que o nosso presidente da Câmara agora diga: chegou a hora de Alpedrinha, a Câmara vai fazer isto de novo, o Anjo da Guarda já tem muitos pedidos para interceder a quem de direito a tantas mazelas. A festa dos Chocalhos também é aborrecido, as gentes desta região precisam de beber uns copos para esquecerem como são bem espremidos.
Desejo felicidades aos novos autarcas e espero que tenham sucesso. Já existe um bom pedaço de eleitores que não se importam da cor política querem é obra feita seja rosa ou laranja o que é preciso é ter muito, na falta de muito terem pelo menos um pedaço. E em Alpedrinha não nos falta um pedacinho assim para lá chegarmos, falta imensas coisas para crescer como as outras vilas, é necessário darem-nos "vitaminas".

quinta-feira, setembro 10, 2009

FAÇA UM ESFORÇO E LEIA ANTES DE VOTAR






Eduardo Prado Coelho, antes de falecer (25/08/2007),
teve a lucidez de nos deixar esta reflexão, sobre nós todos,
por isso façam uma leitura atenta
.





Precisa-se de matéria-prima para construir um País

Eduardo Prado Coelho - in Público


A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia,
bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós. Nós como povo. Nós como matéria-prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda
sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família
baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais
poderão ser vendidos como em outros países, isto é,
pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal
E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO. Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares
dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil
para os trabalhos de escola dos filhos... e para eles mesmos. Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo,
onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos. Pertenço a um país: -Onde a falta de pontualidade é um hábito; -Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano. -Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos. -Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros. -Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. -Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média
e beneficiar alguns. Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame. -Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços,
ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada
finge que dorme para não lhe dar o lugar. -Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. -Um país onde fazemos muitas coisas erradas,
mas estamos sempre a criticar os nossos governantes. Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates,
melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem
corrompi um guarda de trânsito para não ser multado. Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português,
apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim,
o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta. Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas,
mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa. Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita,
essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui
até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana,
mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates,
é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte... Fico triste. Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor,
mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a
erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco,
nem serve Sócrates e nem servirá o que vier. Qual é a alternativa ? Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei
com a força e por meio do terror ? Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados,
ou como queiram, seguiremos igualmente condenados,
igualmente estancados... igualmente abusados ! É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa
a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda... Não esperemos acender uma vela a todos os santos,
a ver se nos mandam um messias. Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos: Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez. Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir) que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco,
de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO. E você, o que pensa ?... MEDITE !







EDUARDO PRADO COELHO

domingo, junho 21, 2009

NECESSÁRIO LER ATÉ 11 DE OUTUBRO

"Pode-se enganar todas as pessoas por algum tempo e algumas pessoas durante todo o tempo. Mas não se pode enganar todo o mundo por todo o tempo."

Abraham Lincoln

quinta-feira, junho 04, 2009

REABRE A PISCINA


Não sei de que lado estaria a razão para que a piscina estivesse encerrada durante três anos. Decerto que Alpedrinha e vizinhos não gostaram. Escreveram-se artigos pedindo bom-senso, até do estrangeiro vieram pedidos. Não interessa chorar, o sacrifício já foi, mas se julgam que o caso causou admiração estão errados, pois muitos sabem o quilate de teimosia do proprietário. Mas quem a mandou construir não era a questão monetária que o levava pela aventura, era para fazer bem à terra, pois a maioria dos jovens tinha cartão fornecido pelo proprietário para frequentarem de borla a piscina e aquele campo de patinagem! O proprietário comprava desde os patins até ao equipamento, era só prejuízo, noites fantásticas tanto no campo de competição como na diversão. Quem tinha barbas para trazer a Edite Cruz e o Jesus Correia a uma vila do Interior chamada Alpedrinha? Só um Homem chamado Dr. Sá Pereira, que organizava, era árbitro e pagava todas as despesas.


PARABÉNS à firma Petratiniaturis de Aida Lourenço e Carlos Alberto Gomes, por conseguirem demover o seu proprietário, estou admirado como o conseguiram. Pela ideia de estarem abertos à noite no fim-de-semana apanhando aquela brisa, merecem que venham umas noites boas. Independentemente da animação que Alpedrinha vai ter, sempre se há-de arranjar um emprego para alguém. Ao casal que tomou a seus ombros a exploração da piscina mais uma vez desejo boa sorte. Aos que a frequentam ajudem, para que o empreendimento ganhe a vida necessária.

segunda-feira, maio 25, 2009

ATENÇÃO ÀS PALAVRAS...

"Quando os ricos estão em guerra,
são os pobres que morrem."

(Jean-Paul Sartre)

sábado, março 21, 2009

PENSANDO BEM, O NOSSO EÇA DE QUEIROZ TINHA RAZÃO

"OS POLÍTICOS E AS FRALDAS DEVEM SER MUDADOS FREQUENTEMENTE E PELA MESMA RAZÃO."

Eça de Queiroz

domingo, março 15, 2009

AINDA EXISTEM BEIRÕES DE BOA TÊMPERA !


CRÓNICA

Fernando Dacosta

«Enviaram-me este e-mail, embora receba a revista, não a li. Ao ler a crónica senti-me de peito inspirado, cheio de orgulho, de gente que tem vergonha na cara, gente que não rouba, que não se deixa corromper e até não aceita o que lhe pertence.
Dá lição a gente que quase todos os dias aparece na televisão, já não falando em certos administradores...»

UMA RARIDADE NUM PAÍS A SAQUE:
O acto do antigo Presidente («cujo carácter e probidade sobrelevam a calamidade moral que por aí se tornou comum», como escreveu numa das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos) ganha repercussões salvíficas da nossa corrompida, pervertida ética.



Seres decentes
Quando cumpria o seu segundo mandato, Ramalho Eanes viu ser-lhe apresentada pelo Governo uma lei especialmente congeminada contra si.

O texto impedia que o vencimento do Chefe do Estado fosse «acumulado com quaisquer pensões de reforma ou de sobrevivência» públicas que viesse a receber.
Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo-se de auferir a aposentação de militar para a qual descontara durante toda a carreira.
O desconforto de tamanha injustiça levou-o, mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, há pouco, se pronunciaram a seu favor.
Como consequência, foram-lhe disponibilizadas as importâncias não pagas durante catorze anos, com retroactivos, num total de um milhão e trezentos mil euros.
Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu, porém, prescindir do benefício, que o não era pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados - e não aceitou o dinheiro.
Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à corrupção, ao embuste, à traficância, à ganância, Ramalho Eanes ergueu-se e, altivo, desferiu uma esplendorosa bofetada de luva branca no videirismo, no arranjismo que o imergem, nos imergem por todos os lados.
As pessoas de bem logo o olharam empolgadas: o seu gesto era-lhes uma luz de conforto, de
ânimo em altura de extrema pungência cívica, de dolorosíssimo abandono social.
Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento afim, quando se negou a subscrever
um pedido de pensão por mérito intelectual que a secretaria da Cultura (sob a responsabilidade de Pedro Santana Lopes) acordara, ante a difícil situação económica da escritora, atribuir-lhe. «Não, não peço. Se o Estado português entender que a
mereço», justificar-se-ia, «agradeço-a e aceito-a. Mas pedi-la, não. Nunca!»
O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria, pelo seu simbolismo, ter aberto telejornais e
primeiras páginas de periódicos) explica-se pela nossa recalcada má consciência que não suporta, de tão hipócrita, o espelho de semelhantes comportamentos.
“A política tem de ser feita respeitando uma moral, a moral da responsabilidade e, se possível,
a moral da convicção”, dirá. Torna-se indispensável “preservar alguns dos valores de outrora, das utopias de outrora”.
Quem o conhece não se surpreende com a sua decisão, pois as questões da honra, da integridade,
foram-lhe sempre inamovíveis. Por elas, solitário e inteiro, se empenha, se joga, se acrescenta
- acrescentando os outros.
“Senti a marginalização e tentei viver”, confidenciará, “fora dela. Reagi como tímido, liderando”. O acto do antigo Presidente («cujo carácter e probidade sobrelevam a calamidade moral que
por aí se tornou comum», como escreveu numa das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos ganha repercussões salvíficas da nossa corrompida, pervertida ética.
Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o bastão de Marechal) preservou um nível de dignidade decisivo para continuarmos a respeitar-nos, a acreditar-nos ― condição imprescindível ao futuro dos que persistem em ser decentes. ■

82 TempoLivre OUT 2008