TEATRO
Fiquei satisfeito ao ler no «Jornal do Fundão» que o Teatro Clube de Alpedrinha estreia a peça «Auto da Barca do Inferno» de Gil Vicente. Quem diria? Logo com o mestre Gil que é difícil como o «ouriço» devido ao tipo de linguagem. Pareço que estou brincando, mas não, é de louvar, o grupo cénico, mil vezes isso, do que aquilo que a gente sabe... Ainda dizem que é só ranchos, agora mudei para o «ouriço». Em abono da verdade Alpedrinha nunca teve nos tempos de ontem tradição para o rancho, música sim, a malta sabia pegar e tocar o instrumento, há quem diga que era das melhores bandas! Companhias itinerantes levavam peças ao saudoso Teatro Clube de Alpedrinha, que mais parecia um São Carlos em ponto pequeno. Mas não era só os itinerantes, eu ainda sou do tempo que o Senhor António Vaz Mendes, ensaiava óptimas peças, belos tempos, em que a malta não se embaralhava com as deliberações da União Europeia era só alegria a ver os filmes que o Sr. Farinha Pereira passava prá malta, qual défice qual carapuça, se calhar não havia disso porque a rapaziada tinha mesmo que saber contar na ponta da língua, agora os chineses que nos ajudam com as máquinas, tão pequeninas e sabem fazer contas grandes, grandes como as dívidas dos portugueses, de alguns, outros nem crédito têm para contrair dívidas. Conclusão estamos na verdade metidos numa peça do «ouriço».

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