ALPEDRINHA - Castanhas da Gardunha

sábado, junho 30, 2007

II Acampamento e Feira da Juventude, dias 27 e 28 de Julho

Meia-centena de associações juvenis portuguesas e espanholas vão estreitar contactos e estudar actividades conjuntas durante dois dias no II Acampamento e Feira da Juventude, a realizar em Alpedrinha, concelho do Fundão
O encontro realizou-se uma única vez em 2006 no âmbito do programa transfronteiriço Cojutra, financiado pela União Europeia, “mas os resultados foram tão positivos que resolvemos repetir a iniciativa, mesmo sem apoios comunitários”, refere, Miguel Nascimento, delegado do Instituto Português da Juventude (IPJ) de Castelo Branco.“O grande objectivo é promover contactos entre as associações da Beira Interior e da província de Castela e Leão, para que elas próprias dinamizem actividades no futuro. É importante que se conheçam uns aos outros e este é o ponto de encontro”, explica.O programa dos dias 27 e 28 de Julho, em Alpedrinha, inclui um acampamento com actividades desportivas e de lazer (nos terrenos da Fundação Gamboa Pina Ferrão, quinta com cerca de dez hectares), enquanto que na principal rua da vila haverá barraquinhas que apresentam cada uma das associações participantes, lado a lado com tasquinhas e restaurante com produtos típicos. Ao mesmo tempo haverá música e animação de rua com grupos locais.
ORÇAMENTO DE 19 MIL EUROS
A iniciativa integra também o calendário de actividades de comemoração do Dia Internacional da Juventude, a 12 de Agosto. O II Acampamento e Feira da Juventude está orçado em 19 mil euros e é apoiado pelo IPJ, Junta de Freguesia de Alpedrinha, Câmara do Fundão e pela junta e Castela e Leão, Ayuntamento e Diputacion de Salamanca. Na primeira edição, em 2006, passaram pelo encontro cinco mil jovens, dos quais 200 estiveram no acampamento. Na altura as inscrições foram gratuitas, “mas este ano há contenção de custos, pelo que, vamos cobrar 10 euros por inscrição”, refere Miguel Nascimento, que espera receber pelo menos 100 jovens a partir dos 18 anos no acampamento, metade de Espanha, outra metade de Portugal.

sexta-feira, junho 29, 2007

CABINA TELEFÓNICA - UMA ROUBA EUROS

Quis experimentar a cabina telefónica no novo sítio, não vou discutir a mudança, por acaso ficava perto da porta, ou a porta se aproximou da cabina! Mas se a casa fosse daquele que suja o fato de macaco, seria mudada? Lá estou eu com coisas parvas...
Bom, o que interessa é que alguém com responsabilidade mande avisar a PT que aquela cabina num espaço de um minuto (se digo minuto eu tenho noção do que é um minuto) papou 3 euros e dez cêntimos, era o que tinha em moedas, ainda bem que só tinha aqueles trocos pois se mais tivesse... A chamada em questão era para Alenquer para o meu outro tio. Depois admiram-se se alguém um pouco azedo entra a fazer uma chamada e a maquineta lhe papa as moedas, não chegando a dar recado, depois sem sabermos como foi aparece «empenada» deixou de funcionar (claro que isso não resulta, nem é procedimento adequado), mas também não é legal roubar assim!! Se têm uma cabina telefónica, deve estar preparada como deve ser, senão está, fica fechada ou coloquem um aviso: avariada. Mas também não é para ficar com o aviso eternamente, pois alguém poderá ficar sem bateria no telemóvel e necessitar do telefone, há que arranjar o mais depressa possível.
Também fui parvo, podia ir ao Correio e fazer a chamada, com certeza que aí seria mais sério e não tinha apanhado uma arrelia de 3 euros e 10 cêntimos por cerca de um minuto, o indicativo é o 263 não vá alguém pensar que foi chamada de valor acrescentado... Espero que os representantes da autarquia façam chegar a avaria a quem de direito. Podia ir direito à Junta via e-mail, mas estou fazendo uma estatística, talvez alguém sem querer abra este blogue e leia a notícia, e desde já envio os meus agradecimentos pela atenção prestada.


Continuamos a alimentar o lobo errado...


quinta-feira, junho 28, 2007

NÃO É PRECISO PEDIR, VOCÊS VÊM CÁ !!

Devido a este confronto de linguagem um pouco poluída, que não leva a nada, mesmo assim procurei saber um pouco mais sobre Zen, para poder responder ao estimado «Sobrinho», não perdi a viagem porque aprendi algo.

Zen é uma importante escola budista, originária da China, introduzida no Japão no séc. XII.
Vejo-me impossibilitado de ficar por aqui, em respostas e contra respostas, por não possuir conhecimentos compatíveis para poder competir com tanto conhecimento do meu «sobrinho». No entanto, ainda sei discernir entre alguma verdade e a mentira e quando se tem responsabilidades em manter discípulos no conhecimento, tem que se jogar com a verdade.
Não era necessário dar a resposta encapotada num comentário como fez, não necessito de postagem. O «Sobrinhão» é que não se deve armar mais do que o seu diploma indica, até pode ser autodidacta. Mas Zen é difícil para carago, entrou no Ocidente só quase para carolas, é carola? Com tanto saber pergunto eu: o que está fazendo aqui em Alpedrinha? Não me diga que tem a profissão de rico? Seja útil, coloque o saber ao dispor dos outros. Sei que não é burro pelo que tem apresentado, mas o conto «O Homem e o Sábio» não lhe pertence. E não se arme em engraçado. Nem tão-pouco em tão culto. Toda esta prosa não serve Alpedrinha, nem quero medir forças, fique com a sabedoria toda.
Quase toda a gente na escola aprendeu contos e fábulas. Mas o «Sobrinhão» já na sua escolinha ouviu e aprendeu o conto de Zen! Em que capital europeia andou a estudar para ouvir Zen? Antes de responder vá tomar o biberão para se fazer homem educado (isto devido Cartilha matinal). Se já fez o que pedi, agora pergunto: Qual é a história sobre «O Homem e o Sábio» que aprendeu, a que publicou, ou esta? Pode ficar em silêncio eu não preciso de resposta, os seus seguidores é que precisam de saber daquilo você é feito, e não faça dos outros parvos.


O Homem Sábio

Conta-se que há muitos, muitos séculos, um homem Sábio desejava, entre outras preocupações espirituais, livrar-se de todas as formas de ritos religiosos, deixando apenas a essência da directa experiência da Verdade.
O Sábio atraiu diversos discípulos, que costumavam reunir-se ao seu redor para lhe escutarem os ensinamentos e as parábolas.
Após algum tempo, os discípulos começaram a juntar-se antes do Mestre aparecer, pois eles gostavam de estar em grupo, conversar e cantar.
Pouco depois, talvez para se protegerem do sol e da chuva ou tão só para estarem mais à-vontade, os discípulos resolveram construir uma casa para as reuniões, com uma sala especial para o Sábio mestre.
Após a morte do Sábio, tornou-se uma prática, entre os seus seguidores, fazer uma reverência respeitosa para a agora sala vazia, antes de se entrar no salão. Em cima de uma mesa especial colocaram uma imagem do Mestre, numa moldura de ouro, e as pessoas deixavam lá flores e incenso, em sinal de respeito ao Sábio Mestre.
Em poucos anos uma religião tinha crescido em torno daquele homem que, em vida, não praticava nada daquilo, e que, ao contrário, sempre disse aos seus seguidores que ficar preso a estas práticas levava frequentemente a pessoa a iludir-se no caminho da Verdade.

Conto Zen (adaptado por moi-même)
Publicado por vmar em fevereiro 14, 2004



Ainda de Zen e para terminar aproveito o seguinte:


Apenas tente compreender

Um sujeito estava colocando flores no túmulo de um parente, quando vê um chinês colocando um prato de arroz na lápide ao lado.
Ele vira-se para o chinês e pergunta:
- Desculpe, mas o senhor acha mesmo que o defunto virá comer o arroz.
E o chinês responde:
- Sim, quando o seu vier cheirar as flores.

Moral da História:
"Respeitar as opções do outro, em qualquer aspecto, é uma das maiores virtudes que um ser humano pode ter. As pessoas são diferentes, agem diferente e pensam diferente. Portanto, nunca julgue... Apenas tente compreender."

Os dois Lobos

Um ancião índio descreveu os seus conflitos internos da seguinte maneira:
- Dentro de mim tenho dois lobos. Um deles é cruel e mau. O outro é muito bom. Os dois lobos estão sempre em guerra.
Quando lhe perguntaram qual o lobo que ganhava a guerra, o ancião respondeu:
- Aquele que eu alimentar.

terça-feira, junho 26, 2007

ESTIMADO «SOBRINHO» !!

Eu sinto-me tão lisonjeado e principalmente orgulhoso de ter um «sobrinho» tão esperto, inteligente, pode-se chamar um homem de letras, coloca também as questões que qualquer palavra um pouco fora do comum, fica também introduzida, mesmo que seja adjectivo não existe leitor mesmo que só soletre, que não perceba o que o «sobrinho» escreve. Sou um pouco tanso, só agora percebi, que dentro do contexto (o meu «sobrinho chama frase, parágrafo) ele enfia aqueles regalos, bordados, para alegrar a frase, toda a gente percebe, eu tenho que ir para o tronco e não para a parede, pois só agora me apercebi que aquelas palavras era arabescos para alindar o conteúdo e não me envergonho de ir ao dicionário.
Não vou prolongar a prosa, até que gabar a «família» parece mal! Só existe um senão que me perturba o espírito, não sei se será trauma ou se é defeito de profissão, é que palavras como sodomização, masturbação, estão ao correr das suas teclas, esta de olhos prostitutos, enchi o peito, obrigado «sobrinho»! Só o facto de focar a minha solidão e vir ao meu encontro com palavras tão belas, não sei como retribuir porque as palavras que quero transmitir não têm o tal substrato.
Um pouco a sério: eu sabia que iria falar das palavras fora do contexto, fi-lo de propósito e fico contente pela convicção que deposita em todos os que vão ao blogue, não precisarem de dicionário, aquilo no mínimo são palavrinhas correntes de uso no café mais rasca que se ouvem mesmo sem apurar o ouvido na conversação das pessoas. Exemplo: este café está com cara de quem se masturbou!...
Estou a levar a conversa para a ordinarice, podia comentar no vosso estimado blogue «sobrinho», apesar de não saber escrever, o que é pura verdade, está aqui para ser visto, também evito de sujar ainda mais a porcaria que faço, portanto coloco na minha latrina.
Agradeço a dieta, vou deixar a ramela de lado procurando comer cenouras. Mas a rama não entra? Ou entra? Antes de me despedir, vou dar um ar de intelectual: gostei da postagem do «O Homem Sábio», está deveras acontecendo uma reforma, a homenagem ao Sr. Joaquim (Carteiro) não podia ser melhor.
Mas «O Homem Sábio» fez-me voltar a ler e disse para comigo: aqui existe um mistério! Este texto parece-me quase «bíblico» e eu já o li. Desculpe ao «sobrinho» quando não se coloca a fonte parece o autor, assim coloca a família mal, pois plagiou. Se quiserem verificar é só irem ao
Já agora coloco a fonte, já tem 3 anos o conto «O Homem Sábio»:
Conto Zen (adaptado por moi-même)
Publicado por vmar em março 25, 2004 09:12 PM

Terá que ter mais cuidado! O que me chamou a atenção, foi o facto de não estarem colocados determinados adjectivos! Para atingir é preciso fazer boa pontaria, sempre com o cão para trás, senão perdem-se os tiros!
Já comprei a Cartilha Maternal, agora vou abrir a pestana sem ramela e procurar compreender a linguagem dum «sobrinho».
Despeço-me com amizade e envio os meus mais elevados cumprimentos,


O Castanheiro
(quase analfabeto)

segunda-feira, junho 25, 2007

QUERER TIRAR PÉROLAS ONDE NÃO EXISTEM !!

A campainha tocou de forma veemente, o que é isto? Há fogo? Comento eu para a Maria. Na sala apresenta-se o meu sobrinho com uma folha de papel e um pouco ruborizado.
- Essa cor foi das sardinhas?
- Não, o tio com a história sobre o Virgílio, veja e estendeu-me o papel.
- Li, em seguida pedi-lhe para me trazer o dicionário.
- O tio quer o dicionário para quê?
- Não me digas que tu sabes o que significam as palavras: melopeia, sodomização, sodalício, inantéreo? Bem se vocês percebem todas estas palavras, fico de queixo caído, isto é, sinto-me burro, e é o que eu sou em me meter com ideias! O homem descobriu que o futuro pertence aos jovens, está dito, está dito. Existem culturas que tratam os mais velhos como sinal de sabedoria, não é o meu caso infelizmente, outras culturas mais europeias, colocam os velhos de lado, já era! O indivíduo escreve caro! Perante isto, agora dou mais tolerância aos comentários que fazem cheios de asneiras, são os nervos de não entenderem palavras caras. Mas olha, podes dizer-lhe que para tio ele tem jeito, contou muito bem a fábula. Quanto ao resto não tem razão. Este tio já deu para esse peditório! Falei em políticos e ele quis fazer política sobre o contexto, armou-se em herói, para o justificar, trouxe a galeria dos troféus e denegriu as obras dos tios. Eu apenas quis dar um exemplo, se houve exagero é apenas para realçar a minha ideia. Contar com o rebanho dos 30 anos, o homem está enganado, eu nunca fui pastor e sempre fui contra a carneirada. Sou apenas um castanheiro solitário, nem integrado num souto estou, para esse senhor ficar descansado afirmo: não faço parte de nenhuma confraria; não sei cantar, começo no Menino Jesus e acabo a cantar o São João; ainda tenho os estames em bom estado, não são estéreis; quanto à sodomização a coisa toca mais pianinho, penso que foi uma palavra que lhe caiu da galeria dos troféus. Nem o Eça numa página escrevia tanta palavra cara, você é eloquente! Vê mal que eu sugira à juventude que se reúna e discuta qual a pessoa indicada para Presidente da Junta, quer também os tios! Aonde leu que eu estava contente com o que está decorrendo? Quis dar uma resposta filosófica a uma proposta não ofensiva, eu aproveitei para desancar no meu sobrinho para vocês levarem por tabela, não queira que eu diga que a brincadeira do Paintball que tiveram que foi um evento de heroicidade, vá dar tirinhos para outro lado. Divertirem-se faz parte da idade, agora ser um acto de bravura, valha-me Deus!
Ainda sobre o Paintball foram na realidade bem educados, eu imagino (as vénias são minhas) para não falhar aqui vai a vossa postagem:


«Caros Amigos:
Segundo sei, este evento foi de encontro ao vosso agrado o que me deixa bastante satisfeito.
Foram cerca de 30 participantes e alguns Alpetrinienses que resolveram dar uma saltada até ao local e que tornaram este evento ainda mais significante.
Se me permitem, gostaria de deixar aqui um especial agradecimento aos anónimos, que de forma gratuita contribuíram para a realização deste evento e também para os menos anónimos como "O Cardeal" que aceitou as inscrições e a Junta de Freguesia de Alpedrinha que disponibilizou o espaço para a realização do evento.
Como podem constatar, precisamos todos uns dos outros e quando existe união, igualdade e vontade, tudo é possível e como de certeza puderam verificar, a fraternidade deixa toda a gente feliz.
Eu estou feliz e tenho muito orgulho em todos vós e cada vez mais em ser Alpetriniense porque apesar de tudo, há uma amizade que embora virtual é imaculada e esta certeza, garanto-vos, é a minha palavra de honra.
Nota: Aos anónimos que contribuíram para esta postagem, o meu obrigado e aquele abraço.»


Ora acabo de ler o programa do TCA, se a boa vontade se juntar ao trabalho, considero que o Teatro Clube de Alpedrinha vá ter vida, o programa está inglesado mas é fruto dos tempos e por aqui me fico, vou fazer os possíveis para observar o desenvolvimento, desejando tudo de bom.
Não esteja triste, é pena a gabarolice do que se faz: a fontainha, a assembleia geral, o Paintball, mas haverá sempre um tio que lhe fará justiça se for caso disso, o que ponho em dúvida é que não seja tão eloquente na arte de escrever palavras de dois euros, de cêntimo será com certeza. Faço votos que extraia pérolas aonde existam, nas ostras que são parecidas com calhaus. Tá? Se não tiver, saia dois copinhos de vinho branco.

quinta-feira, junho 21, 2007

ESTA É BOA E TEM DESTINATÁRIOS


"Fique tranquilo: você pode não estar preparado
para a inteligência artificial,
mas o computador cada vez está mais preparado
para sua burrice natural."
Millôr Fernandes

quarta-feira, junho 20, 2007

HOMENAGEM AO VIRGÍLIO CANARIAS

- Vou contar-te uma história de um Bom Homem.
- Lá vem o tio com coisas do passado! Isso tem interesse?
- Se não tivesse, achas que arriscaria perder o meu tempo! Tu não conheceste. Quantos anos tens? Nasci em 74, tenho 33 anos. Pois de quem falo faleceu em 20-6-1975, chamava-se Virgílio Ramos Amaro Canarias e faz hoje 32 anos que faleceu, era natural do Alcaide, veio muito moço para cá, os nossos conterrâneos adoptaram-no, gostávamos muito dele.
- Posso publicar a história daquilo que me vai contar no meu blogue?
- O que é isso?
- São notícias que se colocam no computador, net.
- Tá bem! Mete lá onde quiseres, até agradeço, pois o rapaz merece que se faça uma homenagem. Ele tinha aquele estabelecimento, junto à Padaria do Alberto, mais conhecido pela loja do Sr. Manuel Correia, ele era empregado, aquele estabelecimento era enorme, as casas em frente serviam de armazém, depois comprou a loja aos herdeiros, ali vendia-se de tudo, antigamente não se perdia a segunda-feira para ir ao mercado do Fundão, a maior parte das vezes é para passear, até comigo isso já sucedeu! Aquela loja fornecia as freguesias para cá da serra da Gardunha. Alpedrinha nessa altura tinha muito comércio e a indústria não era má de todo. Estou a contar-te esta história por cada vez que vejo um dos doze que concorrem à Presidência da Câmara de Lisboa, na televisão, nos jornais, nos cartazes, etc., dá-me cá umas ganas que não imaginas! Dizem que a Câmara não tem dinheiro, só dá dor de cabeça, mas toda a gente quer ir para lá, e cada vez que vejo um, mais me lembro do Virgílio devido ao que me chega aos ouvidos do comportamento do nosso presidente cá da terra.
- Não me diga que não havia mais malta para ser presidente?
- Nem por isso, para estas funções com idade devida só o Virgílio, o resto da malta imigrou, os que ficaram não tinham a carolice do rapaz! No meu entender se fosse vivo, seria o tão desejado Presidente da Junta. Ele dedicava-se a Alpedrinha e acima de tudo pela sua bondade, seriedade, um marido exemplar, deixou dois filhos o mais novo é a cara do pai em chapa, estão no Canadá. Ele não necessitava de andar a cavar, mas cavava; limpava porcaria, sem a fazer, por isso lhe deram o nome da rua que limpou (a rua por baixo da Cruz); era preciso animar o Centro Paroquial, ele lá estava, até lá tem uma fotografia, pelos bons serviços; era um Bom Homem. Estou convencido, decerto não estarei sozinho, se estivesse entre nós, hoje seria o Presidente da Junta de Alpedrinha, independentemente da cor política que ele tivesse, e ficávamos bem servidos, estas ruas de Alpedrinha estavam direitas, se não viesse o dinheiro da Câmara era menino para incentivar a malta para fazer o serviço e ele dava o exemplo.
- Mas isso são apenas lembranças que nada resolvem.
- Eu sei disso, olha hoje!... Isto deu uma grande volta, mas não foi para melhor não penses, o que contei foi exactamente para te dar um exemplo de vida, para que tu possas comparar com a vida que levas juntamente com os teus amigos, para poderes interiorizar o que é ser bairrista, carola, fazer o bem sem daí tirar proveito. Agora não quereis saber de nada. O trabalho morde, vocês só são unidos para a brincadeira, o melhor é ficar por aqui, senão ainda me sai alguma que tu não gostas.
- Se esse seu amigo fosse vivo tinha quê, 90 anos?
- Não meu malandro, teria 68, nasceu a 6-3-1939. Pareces que estás a gozar, pergunta a qualquer um que tenha mais ou menos a minha idade e ele te dirá quem era o Virgílio Canarias, dá-te a versão igual, se calhar por outras palavras. Tenho a certeza que está em Paz aquele Bom Homem é o que merece, no meu entender. E digo-te mais, andas para aí todo contente por se terem reunido um grupo de jovens para jogar umas bolas uns contra os outros, parecem uns heróis, afinal o que já fizeram? Nada, no meu entender. Se eu te perguntar se existe no grupo uma pessoa pronta a candidatar-se para presidente da Junta eras capaz de me dizer o nome dela?
- Parece que o tio está contente com o que temos?
- Nada disso! Se estivesse contente não me lembrava do Virgílio para presidente, pareces impaciente, nisto a que chamamos democracia é preciso aprender a jogar o jogo deles. Alpedrinha e o Fundão têm uma história muito antiga, é uma freguesia mal amada pelo concelho. Alpedrinha para progredir tem que jogar na equipa do Presidente da Câmara (também não é preciso baixar-se...).
- Mas essa experiência já foi feita!
- Eram outros tempos, a malta gostava era de conviver ao almoço. Em homenagem ao Virgílio propunha o seguinte:
- Como se reuniram para o vosso jogo, e estás fazendo tanto alarido que aquilo foi um êxito, poderiam fazê-lo para falar sobre Alpedrinha, por exemplo: qual a figura ideal para ocupar o grupo de trabalho na Junta. Não se esqueçam que isto joga-se com os partidos, se é assim, será necessário começar a conquistar adeptos.
- Então o tio não sabe que esta malta é na maioria do partido da rosa?
- Ora aí está, se o vosso grupo foi assim tão grande, cada elemento terá por obrigação de fazer campanha e demonstrar que a rosa tem aqui e ali muitos espinhos, que isto já lá não vai como se fosse Sporting e Benfica, é necessário escolher a pessoa adequada, e por vezes não será necessário ter uma conta bancária muito grande, é necessário em primeiro lugar ser sério, comportar-se razoavelmente, também não é necessário ser santo, mas praticar promiscuidades descaradamente também não. Como ia dizendo, ponham de parte os laranjas e os rosas e se cada um de vocês conseguir cativar com razões válidas para o vosso lado algumas cruzinhas para o próximo acto eleitoral, já se veria uma espécie de tendência, mas o principal é o segundo acto eleitoral que se realizará em Outubro de 2009, o 1.º é para a Europa o 2.º é para as Autarquias, olha que a família não conta, é preciso trabalhar no campo do adversário. Para mim isso é que era uma boa causa.
- O tio não sabe como a malta é? Começavam logo a dizer: então agora é para o Bloco ou Partido Comunista? Deixem lá o homem, ele tem muita gente a dar de comer...
- Oh puto, tens cá uma piada!

terça-feira, junho 19, 2007

AS FLOREIRAS

Pelo menos, já são três ou quatro floreiras diferentes em frente da farmácia, estou vendo o panorama dentro do café. Não tarda muito, tenho esperança de ver flores num recipiente de iogurte ou numa garrafa plástica cortada ao meio!
Quando se tem uma ideia é preciso estar imbuído de certa persistência, toda a gente sabe que existe por vezes brincadeiras de rapazes que vandalizam, outras vezes são descuidos ou azares, é necessário substituir.
Por algumas localidades que tenho visitado, verifico que foi uma espécie de mágica, muitas terras ficaram floridas com o mesmo tipo de flores, só falta saber de que bancada da nossa Assembleia Nacional surgiu a ideia, eles não são cegos, verificaram que tudo andava cinzento e motivos para isso temos de sobra, então para alegrar, nada como os amores-perfeitos surgirem, é necessário agradar os moradores, e por quem lá passa vê uma localidade ornamentada, uma receita barata que é agradável à vista.
É aqui que reside o meu ponto de vista, isto faz-me lembrar aquelas senhoras muito amareladas, coitadas, infelizmente muito doentes, mas com a ajuda de base, ficam com uma cor que dão impressão de venderem saúde, assim se apresenta Alpedrinha. Claro as vias pedonais e não só, estão na última devido ao PDI (têm assim uma espécie de «artroses»). Eu penso que não há amores-perfeitos que nos valha por mais dois anos! Pensando bem, isto de flores como cravos, rosas, amores-perfeitos, tenho cá na minha que têm sido colocadas em jarras impróprias, as flores alegram mas os recipientes não brilham.

domingo, junho 10, 2007

ISTO É MAIS UM DIA...

Peço desculpa, mas vêm lá as marchas populares
deu-me na mona, e cai vai disto:

Dia de Portugal
De Camões
E das Comunidades Portuguesas

Que Portugal é este, que faz festa no dia dez!
Será isto um país, governado pelo PS?
Tu poeta, que neste reino a tua obra era a maior
Parece-me que fostes trocado, pelo Memorial!
As embaixadas na maioria foram fechadas
Para mim as Comunidades foram desprezadas.

Se o grande filósofo Sócrates, fosse vivo
Ao saber das proezas do seu homónimo
Mandava a filosofia dar uma volta
Ao saber que a política dava Ota.

A Ota é para os pobres fazerem formação
Sem a Ota não haverá a devida ambição
Continuamos sempre na cepa torta sem TGV
Enquanto isto não se fizer temos futebol na TV.

sexta-feira, junho 08, 2007

SE PUDER FAÇA PAPEL DE FILHO PRÓDIGO

Caro Baco,
Em primeiro lugar faço votos que esteja de boa saúde, depois embora tardiamente, quero agradecer as suas palavras sobre o meu 1.º aniversário bloguista, pelos vistos em Alpedrinha nunca mais ninguém leu nada do Caro Baco. Não importa se está impossibilitado de escrever, o que é preciso é fazê-lo, se anda a orientar a colha da cereja, ou melhor, se entretém a comê-las. Anda tudo atarantado, a “Revolta dos Pastéis de Nata”, serve de grito de socorro, dão a entender que estão com fome das linhas que produzia, já que os livros estão caros, vejo aí uma boa forma de alguém ler. Sei de antemão que não tenho uma força para o instigar a tal atitude, mas porque vejo nisso interesse, e um favor faz-se mesmo a um desconhecido, por várias razões passo a explicar:
- Como disse, sempre algumas pessoas lêem;
- Evita a choradeira, se continuam assim com as lágrimas ainda inundam e apagam o blogue;
- Faça como o Sol (para mim cheira-me a «Sol») apareça radiante e a alegria será libertada dos lábios cerrados de quem está com muita raiva de um irmão ter fugido e não dizer água vai. Eles não sabem que também cansa e se vai à falência, deitar boa semente e colher palha!
- Contudo, acalme as hostes se puder, faça uma forcinha, mande uns raios para serenar a agitação, com tal choradeira parecem ter ficado órfãos, não vêem que colocam mal o administrador do blogue, eu não gosto nada de ver sofrer...
Um abraço e boa saúde.

terça-feira, junho 05, 2007

ELES ENTENDEM...



- O que trazes hoje?
- Venho carregado de respostas!
- São boas?
- Hoje, é para agradar aos amigos.

segunda-feira, junho 04, 2007

FRASE DITA

"O homem que se vende
recebe sempre mais
do que vale. "
Apparicio Torelli (Barão de Itararé)

sábado, junho 02, 2007

UMA VEZ SEM EXEMPLO


O tempo voa e só agora li o que alguns comentaristas colocaram:
Ao Sr. Administrador:
Agradeço o pedido de respeito sobre a postagem. Sobre o facto de não ter comentários, tem vários factores: 1.º - A construção das frases são mal construídas; 2.º - Os assuntos não são do agrado de muita gente; 3.º - Nunca me passou pela cabeça ter esse trabalho de responder a comentários; 4.º - Já reparou que não sou recomendado por nenhum bloguista cá da terra?; 5.º - Sinto-me bem assim, quero lembrar assuntos para não se deixarem adormecer e é tudo o desejo.


Albino Badalo said...
Mas este Castanheiro não contra o Blog????!!!!
E a favor do Senhor da Terra....
No Final todos se ajoelham........
Terça-feira, Maio 15, 2007 11:41:00 AM


Caro, confesso que é dar-lhe muita importância, respondo como o título indica, digo-lhe:
Não sou uma coisa nem outra, sou é contra as asneiras grosseiras que certos comentaristas colocam e continuo sendo, dando ao administrador do blogue o trabalho de almeida (que é trabalho digno e devia ser bem remunerado por quem o desempenha na realidade), aqui ele gasta tempo danificando os olhos e apenas enriquece o vocabulário para o Fernando Rocha, ou então numa linguagem mais tecnológica arranjamos a sigla (ALCABA) Administrador de Limpeza dos Comentaristas Asneirentos do Blogue dos Anónimos. No que respeita a favor do senhor da terra, pergunto-me em que sentido? Dizendo que foi Alpedrinha que o colocou lá? Quando não nos agrada, logo é do outro lado! Só me ajoelho aonde me ensinaram. Não devia dar-lhe satisfação, mas já agora digo-lhe, que diante de qualquer prima (com idade apropriada) também o faço se for do meu agrado e a prima se dispuser.
Mais informo que nunca deixei colocar albarda, estou falando de mim, claro.


Caro Maio:
Agradeço a tentativa de explicar que as pessoas podem mudar. Aqui só para nós, porque desembainhou a espada em minha defesa digo-lhe: eu não mudei nada, jogo com a verdade e ela vem sempre à tona. No entanto, agradeço a gentileza e não me julgue mal agradecido.


Caro Cajó:
Agradeço a frontalidade das alfinetadas e o interesse pelo gato, quanto a este tenho a comunicar que anda de cabeça baixa, dá-me impressão que tem a espinhela caída.


SUGESTÃO

Para aqueles que são comentaristas assíduos dou um conselho: Se quiserem fazer algo de útil deixo aqui a palavra que urje começar a fazer (galopinagem). Não é tão engraçado como o PaintBall que só vos vai trazer dissabores, mas é sério e necessário. O dono do blogue explica como se deve fazer, penso que ninguém se negará a fazê-lo, senão penso que a malta quer é brincadeira e greens daquelas que são perfeitas. Eu se fosse filiado num partido até diria como se fazia, assim deixo ao vosso critério, dêem-se a conhecer de um a um e pratiquem, quase que digo tudo. Isto vem ao encontro de um anónimo que diz que é necessário mudar mentalidades, eu estou totalmente de acordo, aliás do comentário aproveita-se essa ideia que é muito boa, eu até diria excelente, nem sei como em tanta bacorada naquele comentário saiu a ideia.

CONVERSAS DE CAFÉ

Ouvi comentar acerca do cemitério e o que ouvi eu aprovo «que o cemitério é um cartão de visita de cada terra». Pois todas as famílias lá têm os seus entes queridos, no mínimo amigos. Como é um local muito visitado, muitos olhos reparam naquilo que se nos depara de menos bom e ficamos com o tal cartão na mente. Como vi muita erva entre as campas fiz a pergunta a um amigo:
― Quem é agora o coveiro?
― Respondeu-me que quando é necessário vem um de uma aldeia vizinha.
― Então Alpedrinha não tem coveiro?
― Não.
Revoltado com a resposta quis fazer uma graça e disse-lhe: tem, tem!
― Então se sabes porque me perguntaste? Eu cá não o conheço!... Ele continuou falando baixinho, nem sei se me chamou nomes ou me mandou a algum lado! Mas acrescentou: se tu fosses aos enterros já o saberias e não duvidavas da minha palavra.
― Segundo o meu parecer (nesta altura eu já devia estar pró amarelo, fiquei fulo, depois de duas boas «passas» no cigarro), disse ao meu amigo: o coveiro de Alpedrinha, mora perto das placas, exerce variadíssimas profissões, menos a de coveiro (até parece uma adivinha)!
E digo mais: aquele sítio está transformado de tal maneira, eu desconheço o motivo, mas dá a entender que o local é propício para se velar, com certeza que o motivo não serão as pedras, pois nunca vi tanto carro naquele espaço!
Quem não conhecer e olhar aquele parque automóvel, ficará com a ideia que por ali haverá uma fábrica de alta tecnologia!
― Queres dizer que é o Presidente?
― Daaaa, pareces louro, então quem havia de ser! E o aumento dos carros vieram do Largo da Fontainha?


O Terreiro de Santo António também não ficava atrás, além dos autocarros do Colégio, vários carros preenchiam o espaço, estava razoavelmente composto. Até fiz um comentário para comigo: «Esta malta estraga tudo, um terreiro tão bom para jogar ao bilas, com tanta poça, isto é, covas, buracos, para a rapaziada se entreter (naquele dia não podiam jogar porque estavam cheias de água), não é justo trazer para aqui os carros, sem se desviarem dos buracos, estragam tudo e os berlindes não deslizam bem, depois querem que a terra progrida e admiram-se que os jovens vão para os cafés!» Era bem feito que o Sr. Presidente da Câmara desse um parquímetro daqueles que sobraram do Fundão ao Sr. Presidente da Junta de Alpedrinha, não se riam, nunca se sabe... (Eu nem devia falar nisso, porque me arrisco a ver o terreiro bem nivelado, sem buracos, e marcado para o pagamento de estacionamento, quem sabe até que fosse beneficiado com paralelos).


Nem toda a gente aprova as obras que andam a fazer nos muros do cemitério, isto é, tirar a cal e deixar o granito à mostra. No meu entender, seria mais importante que estivesse branco e que não existisse tanta erva entre as campas, já não falando na parte que foi acrescentada, essa tem erva bem alta o que é compensada com as cores das várias graminheiras (é lindo), pois continuo na minha, isso é um trabalho supérfluo.
Pensando bem sempre houve um coveiro em Alpedrinha! Não existe verba? Eu pergunto: A Junta precisa de estar de porta aberta todo o dia? Para quê? Passam licenças? Recebem telefonemas e registam os recados para dar ao Sr. Presidente da Junta? Então antigamente para resolverem os assuntos não eram duas reuniões por semana depois das 19 horas? Ou é agência do Rancho, dos Zabumbas e afins, pois estes têm que ter a agenda actualizada? Ou agora impõe-se despachar durante o dia para que nada se atrase? Valha-me um santo...
Quando morrer queria um coveiro que colocasse a terra devagar e não às pazadas e se possível que fosse da terra, sempre são pessoas conhecidas que nos tratam de certa maneira com mais carinho.