CONVERSAS DE CAFÉ
Ouvi comentar acerca do cemitério e o que ouvi eu aprovo «que o cemitério é um cartão de visita de cada terra». Pois todas as famílias lá têm os seus entes queridos, no mínimo amigos. Como é um local muito visitado, muitos olhos reparam naquilo que se nos depara de menos bom e ficamos com o tal cartão na mente. Como vi muita erva entre as campas fiz a pergunta a um amigo:
― Quem é agora o coveiro?
― Respondeu-me que quando é necessário vem um de uma aldeia vizinha.
― Então Alpedrinha não tem coveiro?
― Não.
Revoltado com a resposta quis fazer uma graça e disse-lhe: tem, tem!
― Então se sabes porque me perguntaste? Eu cá não o conheço!... Ele continuou falando baixinho, nem sei se me chamou nomes ou me mandou a algum lado! Mas acrescentou: se tu fosses aos enterros já o saberias e não duvidavas da minha palavra.
― Segundo o meu parecer (nesta altura eu já devia estar pró amarelo, fiquei fulo, depois de duas boas «passas» no cigarro), disse ao meu amigo: o coveiro de Alpedrinha, mora perto das placas, exerce variadíssimas profissões, menos a de coveiro (até parece uma adivinha)!
E digo mais: aquele sítio está transformado de tal maneira, eu desconheço o motivo, mas dá a entender que o local é propício para se velar, com certeza que o motivo não serão as pedras, pois nunca vi tanto carro naquele espaço!
Quem não conhecer e olhar aquele parque automóvel, ficará com a ideia que por ali haverá uma fábrica de alta tecnologia!
― Queres dizer que é o Presidente?
― Daaaa, pareces louro, então quem havia de ser! E o aumento dos carros vieram do Largo da Fontainha?
― Quem é agora o coveiro?
― Respondeu-me que quando é necessário vem um de uma aldeia vizinha.
― Então Alpedrinha não tem coveiro?
― Não.
Revoltado com a resposta quis fazer uma graça e disse-lhe: tem, tem!
― Então se sabes porque me perguntaste? Eu cá não o conheço!... Ele continuou falando baixinho, nem sei se me chamou nomes ou me mandou a algum lado! Mas acrescentou: se tu fosses aos enterros já o saberias e não duvidavas da minha palavra.
― Segundo o meu parecer (nesta altura eu já devia estar pró amarelo, fiquei fulo, depois de duas boas «passas» no cigarro), disse ao meu amigo: o coveiro de Alpedrinha, mora perto das placas, exerce variadíssimas profissões, menos a de coveiro (até parece uma adivinha)!
E digo mais: aquele sítio está transformado de tal maneira, eu desconheço o motivo, mas dá a entender que o local é propício para se velar, com certeza que o motivo não serão as pedras, pois nunca vi tanto carro naquele espaço!
Quem não conhecer e olhar aquele parque automóvel, ficará com a ideia que por ali haverá uma fábrica de alta tecnologia!
― Queres dizer que é o Presidente?
― Daaaa, pareces louro, então quem havia de ser! E o aumento dos carros vieram do Largo da Fontainha?

O Terreiro de Santo António também não ficava atrás, além dos autocarros do Colégio, vários carros preenchiam o espaço, estava razoavelmente composto. Até fiz um comentário para comigo: «Esta malta estraga tudo, um terreiro tão bom para jogar ao bilas, com tanta poça, isto é, covas, buracos, para a rapaziada se entreter (naquele dia não podiam jogar porque estavam cheias de água), não é justo trazer para aqui os carros, sem se desviarem dos buracos, estragam tudo e os berlindes não deslizam bem, depois querem que a terra progrida e admiram-se que os jovens vão para os cafés!» Era bem feito que o Sr. Presidente da Câmara desse um parquímetro daqueles que sobraram do Fundão ao Sr. Presidente da Junta de Alpedrinha, não se riam, nunca se sabe... (Eu nem devia falar nisso, porque me arrisco a ver o terreiro bem nivelado, sem buracos, e marcado para o pagamento de estacionamento, quem sabe até que fosse beneficiado com paralelos).

Nem toda a gente aprova as obras que andam a fazer nos muros do cemitério, isto é, tirar a cal e deixar o granito à mostra. No meu entender, seria mais importante que estivesse branco e que não existisse tanta erva entre as campas, já não falando na parte que foi acrescentada, essa tem erva bem alta o que é compensada com as cores das várias graminheiras (é lindo), pois continuo na minha, isso é um trabalho supérfluo.
Pensando bem sempre houve um coveiro em Alpedrinha! Não existe verba? Eu pergunto: A Junta precisa de estar de porta aberta todo o dia? Para quê? Passam licenças? Recebem telefonemas e registam os recados para dar ao Sr. Presidente da Junta? Então antigamente para resolverem os assuntos não eram duas reuniões por semana depois das 19 horas? Ou é agência do Rancho, dos Zabumbas e afins, pois estes têm que ter a agenda actualizada? Ou agora impõe-se despachar durante o dia para que nada se atrase? Valha-me um santo...
Quando morrer queria um coveiro que colocasse a terra devagar e não às pazadas e se possível que fosse da terra, sempre são pessoas conhecidas que nos tratam de certa maneira com mais carinho.

Nem toda a gente aprova as obras que andam a fazer nos muros do cemitério, isto é, tirar a cal e deixar o granito à mostra. No meu entender, seria mais importante que estivesse branco e que não existisse tanta erva entre as campas, já não falando na parte que foi acrescentada, essa tem erva bem alta o que é compensada com as cores das várias graminheiras (é lindo), pois continuo na minha, isso é um trabalho supérfluo.
Pensando bem sempre houve um coveiro em Alpedrinha! Não existe verba? Eu pergunto: A Junta precisa de estar de porta aberta todo o dia? Para quê? Passam licenças? Recebem telefonemas e registam os recados para dar ao Sr. Presidente da Junta? Então antigamente para resolverem os assuntos não eram duas reuniões por semana depois das 19 horas? Ou é agência do Rancho, dos Zabumbas e afins, pois estes têm que ter a agenda actualizada? Ou agora impõe-se despachar durante o dia para que nada se atrase? Valha-me um santo...
Quando morrer queria um coveiro que colocasse a terra devagar e não às pazadas e se possível que fosse da terra, sempre são pessoas conhecidas que nos tratam de certa maneira com mais carinho.

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