ALPEDRINHA - Castanhas da Gardunha

terça-feira, abril 17, 2007

DOIS COM O MESMO NOME

O Cardeal D. Jorge da Costa
teve um irmão com o mesmo nome
que queria ser Cardeal


Ao querer descobrir algo que o nosso Cardeal fizesse pela sua terra, independentemente de ser confessor daquele e daquela a única coisa que descobri é que teve influência no Tratado de Tordesilhas, como o Tratado era entre Portugal e Espanha, descobri que ele tinha também benefícios eclesiásticos em Espanha, portanto foi de bom agrado que a sua influência foi aplicada.
Entretanto deparei-me com um nome igual ao do cardeal e passo a transcrever:


«Jorge da Costa, arcebispo de Braga (m. Roma, 1501). Irmão e homónimo do cardeal Alpedrinha, estudou em Paris e parece que foi deão da Sé de Lisboa. Bispo de Silves em 1481, foi transferido (1486) para a Sé de Braga. Reuniu sínodo diocesano no ano da posse (1488), fez obras de vulto na catedral, devendo-se-lhe a galilé [espécie de alpendre à porta das igrejas, onde se reuniam em assembleia os paroquianos], organizou o cadastro de todos os beneficiados e mandou imprimir os livros litúrgicos bracarenses: o Breviário (1494), o Missal (1498) e o Ritual (1496). Na esperança de obter o chapéu cardinalício, por influência do seu irmão, partiu para Roma, entre 1499 e 1500, e ali faleceu pouco depois de ter renunciado ao arcebispado.»
(Extraído da Nova Enciclopédia Larousse)


Portanto nada de confundir, Alpedrinha teve um cardeal Jorge da Costa e um arcebispo com o mesmo nome Jorge da Costa. São duas personalidades, Alpedrinha é assim, tudo em grande!

9 Comments:

  • Caro Castanheiro
    Faz amanhã 501 anos que ocorreu o massacre de Lisboa.
    Que tal publicar um post com a reportagem do dito por um cronista entre os vários que escreveram ou o tal de Damião de Góis.
    Os massacres não são apanágio de povos trogloditas, também os cometem os católicos deste país muito tementes a deus.
    Foi só uma sugestão, é claro, a quem tem a coragem de abrir as portas do armário com cadáveres.

    By Blogger bacoendegues, at 10:30 p.m.  

  • Esquecia-me dos cumprimentos e aproveito para dizer ainda que o arcebispo D. Jorge da Costa, segundo consta, não era irmão, mas podia bem ser filho... diferenças muito grandes de idade e o mesmo nome...
    Estranho! mas naquela época mais estranho era os dignitários da Igreja, papas, cardeais, padres não terem filhos e várias amantes.
    Conhece aquela do padre de Trancoso Francisco Costa contemporâneo do tal cardeal Jorge da Costa?

    Do Arquivo Nacional da Torre do Tombo extraímos essa condenação. "Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado, o seu corpo exposto aos quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido: com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos. Total: duzentos e setenta e cinco, sendo cento e quarenta e oito do sexo feminino e cento e vinte e sete do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e quatro mulheres".

    Há terras que talvez não fosse pior terem padres desta envergadura, menos dementes na sexualidade, mas igualmente prolíficos em descendência.

    Abraço

    By Blogger bacoendegues, at 10:53 p.m.  

  • Caríssimo,

    Parabéns pela introdução ao Massacre de Lisboa, Damião de Góis tem a descrição na Enciclopédia Livre Wikipédia, na mesma fonte extraí o texto do Padre Francisco da Costa (já tinha ouvido por alto umas coisas, mas nada semelhante) obrigado por me fazer procurar.

    Um abraço.

    PS (não é partido político!)- A propósito, o teste era para atestar o depósito e dar uma curva?
    Sobre os EUA levantei alguma calúnia?

    By Blogger O Castanheiro, at 7:46 p.m.  

  • Caro Castanheiro
    O teste foi para saber se os comentários passavam.
    Quanta imaginação!...
    Por acaso dei uma curva inesperada, mas depois apeteceu-me ainda voltar aqui.
    Quanto aos EUA, sim, reagi como sempre quando oiço ou leio acusações infundadas e a denegrir quem não merece.
    Acusar os EUA sem fundamento é uma pandemia entre os europeus, fruto de amnésia histórica (lá venho eu com a História),de preconceitos políticos estafados e de clichés tão ingratos como injustos.
    Não quero dizer que é esse o seu discurso, mas a alusão que eu li geralmente tem esse sentido.
    Espero que me tenha enganado e nesse caso peço desculpa.
    Mas então agradecia que fosse mais claro e explícito.
    Já foi ver também o massacre da noite de S. Bartolomeu?
    Mais um episódio negro no rol da igreja católica, fala-se aí entre 70 e 100.000 mortos.
    Coitados dos huguenotes e de outros "herejes" que foram refugiar-se nos EUA. Graças a estas perseguições fgora eles os pioneiros da liberdade religiosa constitucional e da democracia nesse país.

    Leu a teoria que o arcebisto podia ser sobrinho ou filho do cardeal?

    Se lhe interessar posso mandar-lhe mais curiosidades sobre os desvarios da igreja católica.
    Não o queria massacrar, mas vejo que você gosta de saber destas coisas.

    Coitado do bacano de Nazaré, se ele soubesse no que iam dar as suas ideias, nunca tinha reclamado que era ele o messias esperado pelos judeus.
    E tinha poupado ser dependurado na força da juventude a uma cruzeta, como um vulgar ladrão ou aldrabão, segundo consta na lenda e era hábito dos romanos no Império.
    Abraço

    By Blogger bacoendegues, at 10:44 a.m.  

  • Caríssimo bacoendegues:

    Quanto ao massacre de S. Bartolomeu, é referido nos comentários sobre o Massacre, o que me fez despertar para o caso. Conclusão: só um comentarista foi honesto (na minha opinião), foi o jovem Freire, quanto aos restantes... o melhor é não dizer nada.
    Quanto ao pequeno comentário em que defende com unhas, dentes, neurónios e mais que houvesse os seus EUA nunca ficariam de cor branca, não existe lexívia nem detergente que tire as nódoas, o algodão não engana, no entanto vou respeitar o seu ponto de vista, coisa que me era desconhecida, nunca me passou pela cabeça que era tanto do seu agrado (parece um mormon esquecido em Portugal, "estou reinando"). Quanto ao restante comentário sobre o seu «bacano», como não tenho competência nem tão-pouco vou por aí, da minha parte talvez baste um pai nosso para penitência. Não deia razão aos fariseus (embora os haja).
    Um abraço

    By Blogger O Castanheiro, at 1:16 p.m.  

  • Caro Castanheiro
    Estou de volta mais cedo que previsto e antes de saír para um bbq, ainda faço alguns comentários para reflectir durante o fim de semana.
    Os USA que eu defendo modestamente, não pretendo ser americanólogo, sou amecanófilo apenas.
    Se quiser fazer algumas perguntas prometo investigar e responder-lhe depois.
    Mas entretanto faça como eu: "não morda a mão de quem nos dá de comer", assim sói dizer a sabedoria popular.
    Essa dos pai-nossos é que não percebo.
    Tem isso a ver com alguma terapia introspectiva?
    Não sei se o seu pai é vivo, espero que sim e estará melhor que eu, que já não tenho, mas olhe que daria mais jeito chamar o seu verdadeiro pai e trocar impressões a este propósito.
    A idade tem destas virtudes, tem experiêcia e distância às coisas, dá aquela manha da raposa velha.
    Volto a insistir, dê as suas próprias opiniões, comente os factos que o apoquentam ou o destabilisam nas suas convicções políticas e religiosas.
    Descontraia-se e não receie a confrontação. Isto não é nenhum combate de vida ou morte nem há taças a ganhar.
    Estamos incógnitos, ainda se torna mais fácil a troca de ideias e informação.
    É assim a escola da vida.
    E que diz dos comentários do senhor Tojo, a fazer valer a autoridade eclesiástica pensando que o pessoal se calava com aquelas saídas em falso ou a chutar para canto para fugir às questões.
    Fartei-me de rir com as parábolas para fazer crer aos inocentes que há por aí um deus antropomórfico ou zoomórfico, não sei bem, houve tempo em que os animais falavam...e anda por aí a testar a bondade ou maldade das pessoas e adistribuir barras de ouro ou sei lá que mais, talvez uns bofetões ao pagode que não acredita em mitos.
    Foi assim que o bacano foi dependurado, tal como foram mais uns sete ou oito messias judeus falsários que se armaram em aldrabões.
    Os hebreus não iam em cantigas dessas e os romanos eram gente muito chegada às coisa do direito. Bem sabe o direito romano foi famoso.
    O que me intriga é que os tipos tão ordenados e metódicos não têm processos sobre estes julgamentos.
    Acha estranho ou alguém fez desaparecer os processos como aqueles da Universidade dos diplomas had hoc, se vê o que eu queria dizer.
    Resta que o bacano da Nazaré deixou uma dicas de respeito. Pelo menos dá para cismar.
    Cumprimentos e boas leituras.

    By Blogger bacoendegues, at 7:11 p.m.  

  • amecanófilo não, queria dizer americanófilo.

    By Blogger bacoendegues, at 7:12 p.m.  

  • Caríssimo bacoendegues:

    Até agora nada de ofensas e faço votos que futuramente continuemos na mesma linha, mas a partir daqui, da minha parte vou colocar um obstáculo que é o seguinte: Se quiser obter resposta a linguagem do bacano da Nazaré tem que ser abolida, pois eu como cristão fica-me mal manter esse tipo de verbalização. Por favor não estou a colocar censura pode continuar a escrever, simplesmente não obterá resposta. Como lhe coloquei um obstáculo está no seu direito pedir um.
    Começando a responder ao comentário, isto de ser americanófilo, ainda estou pensando, pensando lentamente, para que pense bem onde param os usos e costumes desse belo povo. Será o uso da coca cola, ou os costumes de onde houver petróleo, lá estão eles a dar parabéns ao povo que descobriu o poço.
    Sobre o padre Tojo, digo-lhe que tem coragem podia acomodar-se e veio meter-se num vespeiro, além disso a evangelização vem de muita maneira.
    Sobre o bacano dependurado está acima feito o pedido.
    Essa do descontraia-se e não tenha medo da confrontação... (isso não dói nada! É do meu bolso).
    Se bem que pergunte: Acredita que houve o rei Herodes, o Pilatos e o Barrabás? Só tem dúvidas em Jesus Cristo, mas se meter uma Maria Madalena talvez já aceite razoavelmente.
    Também houve o nosso D. Sebastião e apareceram muitos aldrabões.
    Sem querer evangelizar, digo mais uma vez, o Novo Testamento tem uma boa Palavra.
    Fora do contexto porque li a resposta de um comentarista que lhe chamava judeu, porque razão deram terra aos judeus? Sei que passado pouco tempo eram os maiores produtores de citrinos, são muitos trabalhadores intelectuais. Mas pergunto porque foi a melhor terra dada aos judeus? As Nações Unidas tinham o direito de beneficiar aquela tribo? E as outras ficaram ao molho?
    Mas eu não quero entrar por aí cada um toma a sua dose e toca a andar que se faz tarde.
    Como são coisas que não se pegam o ateísmo e cristianismo junto vai um abraço.

    By Blogger O Castanheiro, at 6:06 p.m.  

  • Esqueci-me de referir sobre o pai nosso, estava implícito que era uma penitência em virtude do tipo de linguagem mas colocou logo no plural, coisa que não escrevi.
    Acabo de ler o ponto II, você gosta mesmo disto e assim se passa o 25 de Abril.
    Um molho de cravos

    By Blogger O Castanheiro, at 6:53 p.m.  

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