ALPEDRINHA - Castanhas da Gardunha

terça-feira, abril 24, 2007

DEIXAR SEM RESPOSTA. NUNCA !

Cajó respondia noutro blog e a opinião dele não se coadunava com quem fez a postagem, a filosofia de colocar factos que não dissessem respeito a Alpedrinha, ele era contra e em determinada altura disse:
«... Repare no amigo Castanheiro, e o seu famoso blog castanhasalemgardunhaondeparamfoiogatoqueascomeu.blogspot.com .»

É um regalo apanhar assim uma observação deste quilate, uma autêntica maravilha, só deu vontade fazer postagens, postagens e mais postagens... Já agora o Castanheiro recomenda: lentes de contacto existem descartáveis, de todas as cores e mesmo para intelectuais. Depois deve-se apontar o que se publicou que não tenha uma ponta de verdade. Se me apanhar em mentira eu publico, mesmo que seja contra mim. Seja modesto, não seria necessário aplicar o «famoso blog», eu sei das minhas capacidades e não me sobe aos neurónios tão «grato elogio». “Castanhas alem gardunha onde param foi o gato que as comeu”, comeu-as e calou-se é assim que deve ser. As castanhas tenho que enviá-las até à minha capacidade verbal.
Entretanto agradeço o sacrifício que fez em ler o blog, para ter tal apreciação desconfio que queria palavras caras? Vá ao dicionário, por aqui apenas são cêntimos, mas verdadeiras, a falsidade não entra por esta banda.
Então queria boa literatura? Ao preço que estão os blogues, toda a gente quer armar-se em Eça, em Alexandre Herculano. Eça é que é essa, eu não fujo à regra, eu que nem sei onde colocar a vírgula, quanto mais responder aos que se armam em «Pulidos Valentes» aos «Pachecos Pereiras», assim abruptamente, só me vem à mona o seguinte: compre um livro do Lobo Antunes, do Miguel Torga, do Miguel Sousa Tavares, do Eugénio de Andrade, será mais útil (é uma boa resposta), no entanto pela sua observação verifica-se que se destaca na leitura de blogues, se tal não ocorrer quem lhe apreciará as qualidades? Andar por aqui só encontra promiscuidade entre o sujeito e o predicado. O filosofar é noutra banda, tá? Vire à esquerda se faz favor, depois é em frente.

3 Comments:

  • Caro Castanheiro
    Olarila, não o sabia capaz desse tom em bicos de pés!?
    Não é nada comigo, suponho, essa discussão, apenas nos Pachecos Pereira e VPV com aspas, é que me arrebitaram as orelhas.
    Porque é que os blogues não deviam ser o palco de tão inocentes fantasmas?
    Afinal vivemos as virtudes democráticas do 25 de Abril e dos "milagres" das novas tecnologias!?...
    Aproveitemos essa felicidade sem o travo de pobres e mal agradecidos. Bastaram os tempos em que nada disto era permitido e possível, criticar esta oportunidade e este previlégio seria ingrato para com a efeméride de amanhã.
    Abraço com cravos.

    PS
    Deixou-me a falar sózinho no outro post, ou "há sempre uma resposta"?

    By Blogger bacoendegues, at 9:43 p.m.  

  • corrijo: privilégio.

    By Blogger bacoendegues, at 9:45 p.m.  

  • Caríssimo bacoendegues:

    Em primeiro lugar classifico-o de cavaleiro andante (ou "capitão" dos comentaristas), veio logo em defesa do Sr. Cajó, reparei que quando ele fez um comentário contra uma postagem que nada tinha a ver com Alpedrinha, pareceu-me que o reconheceu, por isso não foi agressivo, até julgou que ele era o administrador deste blog, lembra-se? (ainda no que respeita à postagem do Massacre de Lisboa).

    Pergunta:
    «Porque é que os blogues não deviam ser o palco de tão inocentes fantasmas?»

    Em resposta, digo que alguns blogues não são tão inocentes: Verifique o «Abrupto», a «4Republica», pura política, de inocente é o meu e outros semelhantes.

    Pergunta:
    «Afinal vivemos as virtudes democráticas do 25 de Abril e dos "milagres" das novas tecnologias!?...»

    Aqui vou ocultar a resposta, tá bem? Não quero pronunciar-me. Isto das virtudes democráticas tem pano para mangas... Depois por mim tirava as aspas aos milagres, porque eu considero que o homem consegue fazer autênticos milagres em tecnologia, o milagre para mim é relativo neste capítulo (apesar de saber que é o homem que faz), acho tão espectacular que lhe chamo milagre, não tenho melhor palavra para definir.

    Este parágrafo:
    «Aproveitemos essa felicidade sem o travo de pobres e mal agradecidos. Bastaram os tempos em que nada disto era permitido e possível, criticar esta oportunidade e este previlégio seria ingrato para com a efeméride de amanhã.
    Abraço com cravos.»

    É deveras importante e só o discutiria se soubessemos quem nós dois éramos, coloco reticências (...) pois teria que saber a sua idade e você a minha (toda a sua teoria poderá ser de leitura e a minha de vivência ou ao contrário)!
    Sobre tempos em que nada disto era permitido, deixo-o a imaginar... Não vejo outra solução, gosto de jogar com a verdade o que me seria prejudicial de momento e fazer ficção não me agrada por enquanto. Fazer defesa é criticar?
    O caso não é grave e muito menos gravíssimo.
    Retribuo abraço (gostaria que fossem de cravos vermelhos, mas parece-me que são rosas que estão na moda), fica a intenção de serem cravos.

    Vou tentar responder no outro local.

    By Blogger O Castanheiro, at 4:37 p.m.  

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